Asking Alexandria, fecha en Lisboa!


Não há como negar que a primeira década do novo milénio foi especialmente fértil no surgimento de bandas jovens, fortemente apostadas em respirar um novo fôlego no som pesado e em arrastar para o Séc. XXI uma tendência em que muita gente pensa que já foi tudo inventado. Músicos que cresceram a ouvir nu-metal e metalcore, e que acabaram inevitavelmente por descobrir a música extrema; músicos que, motivados pelas novas técnicas de gravação, pelo incremento galopante de proficiência técnica no universo dos instrumentistas adolescentes e também pelas plataformas de promoção e distribuição online, decidiram pôr mãos à obra para conquistar reconhecimento junto das massas. Para conseguirem fazê-lo foram pelo caminho menos óbvio e, ignorando todas as tendências retro tão em voga nos tempos que correm, optaram por perverter o paradigma, à força de fusões estilísticas que muitos juravam improváveis. Pelo caminho, criaram uma nova tendência e revitalizaram todo o movimento com a conquista de uma base de fãs tão núbil quanto fervorosa.

Desta geração pós-MySpace, que é a geração do Facebook, do Twitter, do Tumblr, do Snapchat e de todas as outras redes sociais que lhes permitiram transformar-se num verdadeiro fenómeno de popularidade à escala mundial num curto espaço de tempo, os ASKING ALEXANDRIA são, sem margem para dúvidas, uma das bandas que mais furor tem provocado nos últimos anos. Com um contagiante e musculado híbrido de metalcore, rock, punk, pop, pós-hardcore e, numa fase inicial de carreira, uma abundância de texturas eletrónicas, ao longo de uma década o quinteto sediado no Reino Unido assinou uma sequência de cinco álbuns irrepreensíveis, que os viram crescer de uma forma exponencial a todos os níveis e que, na prática, resultaram em milhares de álbuns (só do «Reckless & Wild», de 2011, contabilizam-se já mais de 21,000 unidades vendidas), numa honrosa entrada na tabela da Billboard e em espetáculos esgotados um pouco por todo o lado, tanto na companhia de outros ilustres da nova vaga, entre os quais se contam os Bring Me The Horizon e Motionless In White, como em nome próprio. É precisamente assim que vão chegar por fim ao nosso país, como cabeças-de-cartaz e com um novo álbum, o explosivo «The Black», na bagagem, para um concerto único a 4 de Março, no Lisboa ao Vivo.

Apesar do percurso relativamente curto e de terem conseguido sempre manter a sua identidade intocada, os ASKING ALEXANDRIA já passaram por mais mudanças de formação do que muitos projetos com o dobro da longevidade, mas o obstáculo com que se depararam há um ano teria facilmente feito atirar a toalha ao chão qualquer outro coletivo menos determinado. De forma inesperada, corria o mês de Janeiro de 2015 quando o grupo liderado pelo guitarrista Ben Bruce se viu privado uma das suas peças fundamentais, quando o vocalista Danny Worsnop abandonou de forma súbita o projeto. Provando mais uma vez – após a total reformulação do grupo em 2008 – que, em alguns casos, ninguém é insubstituível, não pensaram duas vezes antes de seguirem em frente, criando elos ainda mais fortes com a sua já irredutível base de seguidores ao irem buscar o ucraniano Denis Stoff, um assumido fã dos autores de «Stand Up and Scream», para o lugar deixado vago atrás do micro. O resultado desta nova vida chama-se «The Black», foi lançado em Março deste ano e vem provar, como se dúvidas restassem, que – quando uma banda se empenha realmente – nada consegue pará-la.

Os bilhetes para o concerto custam 23€, à venda a partir do dia 16 de Setembro, nos locais habituais.


Lisboa ao vivo
Av. Infante D. Henrique, Armazém 3
1950-406 Lisboa
https://www.facebook.com/SalaLisboaAoVivo/
Asking Alexandria, fecha en Lisboa! Asking Alexandria, fecha en Lisboa! Reviewed by ABdMetal on 19:40 Rating: 5

No hay comentarios:

Con la tecnología de Blogger.